O sudeste asiático é deslumbrante; Cingapura é só uma pequena parte dessa região tão diversa, que engloba também Indonésia, Filipinas, Tailândia, Malásia, Mianmar, Brunei e a antiga Indochina – Laos, Camboja e Vietnã. As comidas são tão diversas e diferentes entre si como a tailandesa e malaia. Tem países budistas, muçulmanos e católicos; comunistas e capitalistas; monarquias e repúblicas; democracias e ditaduras. Cada um fala uma língua diferente e é composto por diferentes grupos étnicos.
O sul da Ásia é outra região interessantíssima. O país mais conhecido é a Índia, que sozinha já é um mundo diferente do planeta Terra. Era o único dos países do sul da Ásia que eu conhecia, além das Maldivas. Agora estou no Sri Lanka. A população daqui veio da Índia há muitos séculos, então tem a mesma cara. Entretanto, a maioria aqui é budista, ao contrario da Índia, onde a maioria é hinduísta.
Para quem conhece os países budistas do sudeste asiático e a Índia, estar aqui é uma sensação estranha. Os templos budistas são parecidos com o que se vê na Tailândia ou Laos, por exemplo; mas as pessoas são iguais aos indianos. Dá certa estranheza.
Apesar de décadas de guerra civil, o pais é bem organizado e pacifico. A guerra acabou faz apenas dois anos e não se vê sinal dela (estamos relativamente longe do norte, onde o conflito aconteceu; mas ainda assim, o pais é pequeno e foi uma guerra civil de 30 anos com final muito violento). Violência urbana é quase desconhecida e ninguém fica assediando os turistas insistentemente para vender lembranças. Não vi ninguém pedindo esmola até agora.
Fomos a um templo construído em umas cavernas nas rochas, no alto de um morro. Tem dezenas de imagens do Buda, cada uma num formato, cor e posição. Lindíssimo e com pouquíssimos turistas. Dividimos o espaço com a população, que vem também visitar e orar.
Como eles não estão acostumados com muitos ocidentais, ficam olhando; devem me achar muito alto (com cabelo branco, estranhíssimo) e as crianças, muito claras. Entramos no templo e elas ficaram do lado de fora. Quando voltamos, descobrimos que eles haviam se tornado atrações turísticas. Todo mundo vinha olhar, pegar e tirar fotos, deles e com eles. Meus filhos, que até então estavam entediados com tantas imagens de Buda, acharam a experiência de celebridades muito divertida.
As viagens de carro de uma cidade a outra têm sido longas, o que contribui para o tédio das crianças (minha mãe bem que falava que criança não aproveita essas viagens...). Ontem, depois de várias horas no carro, vimos um elefante selvagem na beira da estrada. O motorista parou a van para olharmos e...o elefante correu para cima para nos atacar! Ele acelerou, o elefante nos perseguiu por uns metros, a Ana gritou e as crianças ficaram excitadíssimas; eu tentei tirar uma foto mas só peguei a bunda dele. Nada como um ataque de elefante para quebrar a monotonia da viagem.
Um comentário:
oi ro, que experiência maravilhosa! eu tinha lido há algum tempo sobre esta festa onde as luzes da cidade se apagam e acendem velas no lago. nunca imaginei que vocês poderiam passar por essa experiência. deve ter sido fantático! quando você voltar, já pode escrever um livro de contos.
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