Quando chegamos a Cingapura, em 2009, meu filho menor passou meses falando que estávamos em férias e logo iriamos voltar a São Paulo. A sensação de não ter sua casa, não ter rotina, equivale à sensação de estar em férias, mas sem relaxar. Toda noite comendo pizza, frango frito, macarrão ou então saindo para comer fora, mas ainda assim tendo que trabalhar e ir para a escola: parece uma festa, mas a gente vai ficando estressada e, quando vê, histérica. Criança, principalmente, precisa de rotina. Lembro-me de um filme japonês chamado "A Rotina Tem seu Encanto". Tem mesmo.
Depois de passar quase dois meses num flat, finalmente fomos para casa e começamos a estabelecer certa rotina. Fazia falta jantar em casa. Meu outro filho falou, depois da primeira vez que fizemos um prato que não era macarrão nem ovo mexido: "finalmente comemos comida de verdade!". Passamos dois meses comendo comida de mentira! O que mais eles sentiam falta era de arroz e feijão. Na churrascaria rodizio perto de casa somos fregueses desde aquela época, e conhecidos de todos os garçons, de tanto que íamos e ainda vamos. Na primeira vez que fomos o pequeno, que normalmente é muito agitado e ruidoso, ficou estranhamente quieto. Depois de uns minutos nos demos conta do silêncio e prestamos atenção. Ele estava devorando seu segundo prato de arroz e feijão, um prato de um tamanho que nem eu daria conta.
As saudades também apertavam muito. Não conhecíamos ninguém na cidade, e tínhamos deixado pessoas muito queridas para trás. Aos poucos fomos criando as rotinas e tendo referências. As crianças foram fazendo amigos na escola, no futebol. Nós também conhecemos os pais dos amigos deles e outras pessoas, de quem ficamos amigos. Nossos amigos e família nos visitaram, o que ajudou a mitigar as saudades.
Agora, que a hora de voltar está próxima, começamos a sentir saudades das coisas de Cingapura. É irônico, mas depois de mais de dois anos querendo voltar a São Paulo, agora, quando a volta está iminente, todo mundo fica dividido. Tem coisas muito boas aqui. O Sudeste Asiático é fantástico; Cingapura, apesar de grande e agitada, é surpreendentemente verde: tem árvores por todos os lados, aves e macacos e mais de uma vez vi raposas voadoras (um tipo de morcego). Nós e as crianças temos ótimos amigos, de quem vamos morrer de saudades. Mas a adaptação a São Paulo vai ser rápida; afinal temos muitos amigos e nossa família lá. E ainda tem pão de queijo, coxinha, chopp, feijoada, cozido...
Depois de passar quase dois meses num flat, finalmente fomos para casa e começamos a estabelecer certa rotina. Fazia falta jantar em casa. Meu outro filho falou, depois da primeira vez que fizemos um prato que não era macarrão nem ovo mexido: "finalmente comemos comida de verdade!". Passamos dois meses comendo comida de mentira! O que mais eles sentiam falta era de arroz e feijão. Na churrascaria rodizio perto de casa somos fregueses desde aquela época, e conhecidos de todos os garçons, de tanto que íamos e ainda vamos. Na primeira vez que fomos o pequeno, que normalmente é muito agitado e ruidoso, ficou estranhamente quieto. Depois de uns minutos nos demos conta do silêncio e prestamos atenção. Ele estava devorando seu segundo prato de arroz e feijão, um prato de um tamanho que nem eu daria conta.
As saudades também apertavam muito. Não conhecíamos ninguém na cidade, e tínhamos deixado pessoas muito queridas para trás. Aos poucos fomos criando as rotinas e tendo referências. As crianças foram fazendo amigos na escola, no futebol. Nós também conhecemos os pais dos amigos deles e outras pessoas, de quem ficamos amigos. Nossos amigos e família nos visitaram, o que ajudou a mitigar as saudades.
Agora, que a hora de voltar está próxima, começamos a sentir saudades das coisas de Cingapura. É irônico, mas depois de mais de dois anos querendo voltar a São Paulo, agora, quando a volta está iminente, todo mundo fica dividido. Tem coisas muito boas aqui. O Sudeste Asiático é fantástico; Cingapura, apesar de grande e agitada, é surpreendentemente verde: tem árvores por todos os lados, aves e macacos e mais de uma vez vi raposas voadoras (um tipo de morcego). Nós e as crianças temos ótimos amigos, de quem vamos morrer de saudades. Mas a adaptação a São Paulo vai ser rápida; afinal temos muitos amigos e nossa família lá. E ainda tem pão de queijo, coxinha, chopp, feijoada, cozido...
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